Este quadro captura o exato momento em que a fé deixa de ser discurso e se torna movimento.
O mar não está totalmente calmo. As paredes de água ainda se erguem, lembrando que o perigo não desapareceu. Mesmo assim, o povo avança. Pequenos diante da imensidão, vulneráveis diante do impossível — mas guiados por uma ordem maior.
O caminho aberto no centro não simboliza apenas um milagre externo, mas uma decisão interna: confiar mesmo sem garantias visíveis. Cada figura representa alguém que escolheu dar o próximo passo sem saber como seria o final.
A estética fluida e poderosa reforça essa verdade espiritual:
Deus não remove o mar para depois pedir fé.
Ele abre o caminho enquanto caminhamos.
Este quadro é um lembrete diário de que há momentos em que parar é mais perigoso do que avançar. Quando a direção vem do alto, a travessia se torna possível — mesmo cercada por incertezas.
Uma obra para quem está em movimento,
para quem está deixando o passado para trás,
e para quem entendeu que a fé real sempre exige ação.
Avance.
O caminho se sustenta sob seus pés.




